26/11/2020 às 17h18min - Atualizada em 26/11/2020 às 17h21min

Cuidados com o ponto cego são essenciais para a segurança do trânsito

Tecnologia auxilia na redução de acidentes ocasionados pelo ponto cego dos veículos

DINO
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Tecnologia auxilia na redução de acidentes causados pelo ponto cego


Ao adentrar no veículo, algumas medidas de segurança devem ser feitas antes de encarar o trânsito como regulagem do banco, colocação do cinto de segurança e conferência dos retrovisores. Ajustar os espelhos, neste contexto, é indispensável, pois a visão é responsável por 90% das informações necessárias para uma direção segura, afinal trata-se de um acessório utilizado para ampliar a visibilidade dos motoristas. No entanto, muitos acidentes são causados devido aos pontos cegos, ou seja, áreas ao redor do veículo que não podem ser observadas pelo condutor, o que pode provocar diversos acidentes. Os mais suscetíveis a acidentes são os veículos com duas rodas, como as motocicletas, patinetes e bicicletas.

De acordo com análise feita pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI) Brasil, o ponto cego dos veículos pode ocultar por inteiro uma bicicleta ou patinete. De forma prática, carros hatches compactos, ou seja, que consistem em um compartimento de passageiros com porta-malas integrado e que correspondem à maior parte da frota brasileira, chegam a ter mais de 11 m² de ponto cego — o valor corresponde a cerca de uma vaga de estacionamento de um veículo médio. Já os caminhões, veículos com maiores pontos sem visão são os principais causadores de acidentes, dependendo da carroceria, podem chegar até 30 m² de ponto cego ou mais.
Pensando na redução dos casos de acidentes por este motivo, na Alemanha está disponível o assistente de torneamento onde, se outro usuário da estrada estiver localizado em um campo sem visão, o motorista recebe um aviso visual e, com alguns sistemas, um aviso acústico opcional. Os modelos podem ser adaptados e são testados pela DEKRA Automotive Test Center na pista de Lausitzring, em Klettwitz. Dependendo do fabricante, os assistentes de viragem usam câmeras, sensores ultrassônicos e/ou radar para monitorar uma faixa de 1,6 metros de largura e 6 metros de comprimento ao lado do caminhão, com a área coberta começando na frente do veículo e 0,9 metros para o lado.

Na prática, se um ciclista ou pedestre for detectado no campo sem visão do lado do passageiro, uma luz amarela de advertência é ativada no painel. Uma claridade vermelha pisca se houver risco de colisão - e isso é acompanhado por um sinal acústico de atenção. Inúmeras empresas já identificaram o potencial do sistema de alerta. A DEKRA, por exemplo, instalou o mecanismo nos caminhões de sua frota na Europa. Lá, os assistentes de viragem serão obrigatórios em todos os novos veículos comerciais a partir de 2024 e serão exigidos a partir de 2022 para todos os novos modelos de veículos.



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