19/06/2020 às 09h28min - Atualizada em 19/06/2020 às 08h31min

Fórmula 1: Novas regras da Fórmula 1 prometem mais competitividade

Colaboração Renata Veríssimo

Renata Veríssimo - STH Automobilismo
 
Julho aproxima-se e a Fórmula 1 prepara-se para a sua volta no Circuito Red Bull Ring, Áustria. Mesmo sem público no autódromo, os fãs da categoria estão em contagem regressiva para assistir seus ídolos na pista mais uma vez.
Depois da ‘seca’, espera-se corridas no mínimo emocionantes, o inglês Lewis Hamilton tentará buscar seu sétimo título mundial, se assim for, confirmando a sua dominância na categoria.
No próximo ano, novos princípios entrarão em vigor justamente para evitar a dominância de apenas uma ou duas equipes no campeonato. Além disto, as regras miram em algumas mudanças que aparelhem os carros, facilitando as ultrapassagens e tornando o esporte mais competitivo. A diminuição de gastos é uma parte importante desse novo regulamento.


Novo regulamento promete descentralizar as disputas

A primeira mudança que veremos é na aerodinâmica dos carros. Um dos principais problemas da atual Fórmula 1 é a dificuldade que os carros do pelotão do meio tem em acompanhar os do pelotão da frente, e para diminuir essa acentuada desigualdade nas disputas, os novos carros 2021 produzirão menos turbulência no ar deixado para trás, pois a pressão gerada pela asa dianteira e apêndice na parte de cima do monospot diminuirá, facilitando a ultrapassagem entre os pilotos, e para os saudosistas, será reintroduzido o efeito solo na parte de baixo do chassi. A asa dianteira não terá mais várias aletas (abas articuladas) como nos carros de hoje.


 Projeções carros 2021 impressionam
 
Outra mudança no visual do carro seriam as rodas que passaria de 13 polegadas para 18, essa mudança no tamanho das rodas exigirá uma mudança na engenharia de suspensão, tornado-a mais macia. O peso do carro também sofrerá alterações, o carro ficará mais pesado, no total, serão 25 Kg a mais. Por conta do peso, os carros aumentaram, mais ou menos, 3 segundos em sua média de velocidade.
Quanto ao motor, os carros não sofrerão mudanças drásticas. O motor a combustão de seis cilindros e com dois sistemas de recuperação de energia continua igual, porém o combustível terá em sua composição 20% de conteúdos renováveis. A intenção é de que até 2025 essa porcentagem aumente. Algumas peças passarão a ser limitadas por temporada, como é o caso do escape que poderá ter apenas seis trocas durante o ano.
O regulamente financeiro foi o que mais causou polêmica e divergência entre as equipes e dirigentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) quando o novo regulamento estava sendo estudado. Pelas regras, as equipes não podem gastar mais do que R$ 810, 00 milhões. Equipes de ponta como a Mercedes, por exemplo, terão que reduzir por volta de R$300,00 milhões em seus investimentos para se encaixarem nas novas regras. Equipes como Racing Point, Williams e Haas, ao contrário, poderão aumentar seus investimentos em R$ 50,00 milhões, pois ficaram abaixo da linha de investimento imposta pelas novas regras.
A partir de 2021 os gastos serão de apenas R$ 810,00 milhões, não contando salários de equipe e pilotos. Em 2022 esse investimento cairá para R$ 750,00 milhões, depois para R$ 720,00 milhões, e assim por diante. Os cortes visam colocar mais equilíbrio entre as equipes.


Primeiras imagens para carro 2021  - credito de imagem - www.naccar.com.br

Outra proposta do novo regulamento 2021, diz respeito quanto as horas de desenvolvimento dos carros. As equipes mais bem sucedidas durante a temporada vão ter menos tempo para desenvolverem os seus monopostos.
As novas regras da Fórmula 1 prometem revolucionar a categoria, nos dando embates incríveis e competitividade. Provavelmente, no primeiro ano de adaptação dessas regras não sintamos tanto a mudança, ela vai ser vista mais a médio prazo. Equipes como Alpha Tauri não terão um crescimento imediato. Porém, com o tempo, essas mudanças podem contribuir para o desenvolvimento dessas equipes, e veremos disputas mais justas. É ótimo ver um Lewis Hamilton ganhando mais um título mundial, é bom ver Max Verstappen cravando outra pole position, mas o queremos ver mesmo é alguém sair lá de trás e conseguir uma vitória improvável, ou comemorar porque um George Russell conseguiu alcançar posições inéditas. O que queremos mesmo é que o esporte mude, pois só assim ele cresce e alcança novos espectadores, só assim o esporte se perpetua.



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