05/05/2020 às 16h34min - Atualizada em 05/05/2020 às 16h42min

Onde estão os profissionais automotivos?

Montadoras no mundo se preocupam com a falta de profissionais

DINO
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A FENAVRAVE - Federação dos Distribuidores Automotivos divulgou um relatório que em 2019 que foram emplacados 2,78 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o país, aumento de 8,65% em comparação com 2018. Já a Federação das Revendedoras, divulgaram um relatório onde apontam que em 2019 o Brasil comercializou 14.592.621unidades de veículos, sendo 39% considerados usados – de 4 a 8 anos e seminovos 0 a 3 anos.

Os números não são tão positivos quando se fala da quantidade de profissionais qualificados para trabalhar nesses carros e nos que já estão na praça há algum tempo. Muito mais do que a força para o aperto de uma junta ou a quantidade de graxa agora os mecânicos têm que utilizar a tecnologia como ferramenta de trabalho e é aí que se percebe a falta de candidatos para o trabalho.

Quem se destaca hoje são os profissionais que investiram em conhecimento e dedicaram o seu tempo a se atualizaram com o mercado. O mecânico, Carlos Alberto Lima Santos, foi um deles. Ao longo dos seus mais de 20 anos de carreira viu o mercado mudar e resolveu acompanhar essa atualização “comecei em um ambiente familiar, mas minha qualidade técnica me levou a trabalhar em uma das maiores companhias de luxo 4x4. Hoje tão importante quanto a qualidade técnica o mecânico precisa ter controle mental e físico par a executar seus serviços com precisão, pois a tecnologia avançada de veículos demanda de profissionais capacitados para não danificar componentes inteiros por falta de conhecimento”.

Santos, alerta que hoje o profissional de mecânica tem que ter conhecimento em diversas áreas como elétrica- eletrônica, redes de comunicação, computação, saber fazer leituras de diagramas (marcas de luxo tem inúmeros módulos eletrônicos) segurança e condutor de redes Can e ópticas através de fibras, a mesma esta tecnologia são utilizadas em telefonia e sistema de informática.

A crise de mão de obra no setor não está só no Brasil, nos EUA (Estados Unidos) diversas montadoras se posicionam. Algumas montadoras vêm desde 1996 promovendo cursos técnicos gratuitos para jovens onde os que se destacam já saem empregados no final das aulas. Em 2016 já era previsto uma demanda 5.000 técnicos até 2019, logo depois das empresas terem contratado 2.000 nos dois anos anteriores.

“O mercado está mais exigente, não só do lado das montadoras que querem profissionais altamente qualificados para a alta tecnologia dos carros, mas o cliente está mais ciente dessa qualidade e quer isso na prestação de serviço. É necessário aliar a gestão eficiente com o atendimento qualificado, para manter clientes fiéis e conquistar novos consumidores” finaliza Carlos Alberto.



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