08/04/2020 às 13h16min - Atualizada em 08/04/2020 às 13h17min

O NOVO HONDA CIVIC TYPE R É BARULHENTO E NÃO TEM AR-CONDICIONADO, MAS PRECISAMOS MUITO DE UM DESSES

A Limited Edition é oferecida na Europa e oferece opção de abrir mão de itens para ficar mais leve

por Julio Cabral - ////StiloHouse News
revistaautoesporte

Honda Civic Type R é a versão mais barra pesada do modelo médio japonês. Em comparação ao Si, o Civic mais esportivo tem motor 2.0 turbo de 310 cv e 40,8 kgfm de torque, contra o 1.5 turbo de 208 cv e 26,5 kgfm do cupê, o único oferecido no Brasil. Autoesporte já testou o Type R na Europa, e podemos dizer que é outro bicho. Mas a versão desta matéria é ainda mais nervosa.

Nem tanto pela motorização. Nela, o 2.0 rende 10 cv extras (320 cv) e o mesmo torque, disponível por inteiro entre 2.500 e 4.500 rpm. A Limited Edition avança em performance graças à outra estratégia: a diminuição de peso.

Civic Type R tem para-lamas alargados e carroceria hatch  (Foto: Divulgação)

Civic Type R tem para-lamas alargados e carroceria hatch (Foto: Divulgação)

Além disso, as sombrias rodas aro 20 BBS são forjadas, mais leves que as fundidas. Por sua vez, os pneus são Michelin Cup 2, perfeitos para track days. Tudo é feito para expandir a capacidade de jogar toda a força no solo, ainda mais se tratando de um tração dianteira. O diferencial autoblocante também ajuda a jogar sempre a maior parte da força para a roda com maior aderência. Para dar uma paradinha quando necessário, o sistema de freios é da Brembo.

Aerofólio traseiro é enorme e há três saídas de escape (!) (Foto: Divulgação)

Aerofólio traseiro é enorme e há três saídas de escape (!) (Foto: Divulgação)

       

















O resultado: são apenas 5,7 segundos para ir de zero a 100 km/h, desde que você se entenda à perfeição com o câmbio manual de seis marchas. O número é capaz de rivalizar com o Renault Megane R.S. Trophy e o Golf R, porém, vale lembrar que o Volkswagen mudará em breve.

Já é uma tradição a concorrência entre eles. E que o câmbio de dupla embreagem pode ser um diferencial para levar a melhor em performance geral. Uma rivalidade que vai além das concessionárias: de tempos em tempos, um desses hatches passa a ser o carro mais rápido de tração dianteira no circuito alemão de Nürburgring. E a Mini corre por fora.

As rodas aro 20 são pintadas de preto e trazem pneus Michelin  (Foto: Divulgação)

As rodas aro 20 são pintadas de preto e trazem pneus Michelin (Foto: Divulgação)



















A série especial tem a opção de uma nova cor, Yellow Sunlight, ou amarelo luz solar. O tom chamativo contrasta com o preto brilhante do teto, retrovisores e outras partes. Os para-choques são totalmente diferente. O dianteiro é marcado pela agressividade das entradas de ar fendidas. O para-choque traseiro reserva espaço para três saídas de escapamento (quase que uma para cada cilindro), enquanto o aerofólio traseiro dá o jeito Dominic Toretto. 

O interior aposta em bancos tipo concha vermelhos, uma assinatura visual tradicional dos Hondas Type R. A economia de peso se reflete em alguns pontos. Nenhum deles mais chamativo do que a tampa de plástico no lugar da central multimídia. Serão apenas 100 carros construídos, cada um deles com uma plaquinha interna para identificar o seu número.

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Bancos vermelhos caracterizam os Type R desde todo sempre (Foto: Divulgação)

Bancos vermelhos caracterizam os Type R desde todo sempre (Foto: Divulgação)




















Tudo parece mais espartano, contudo, os vigilantes do peso não excluíram equipamentos de segurança ativa do pacote Sensing. Há frenagem automática, aviso de mudança e assistente de faixa e controle de cruzeiro adaptativo, itens que fazem falta nos Hondas brasileiros (até mesmo no Civic Touring), que trazem ar-condicionado e fartura de material isolante, mas devem nisso.


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