03/03/2020 às 13h23min - Atualizada em 03/03/2020 às 13h33min

Equipes do DF e de Pernambuco se classificam para etapa nacional da F1 nas Eescolas

Team Mako, Falcon Racing e Phoenix conquistam vaga para a seletiva em São Paulo, que escolherá os representantes do Brasil em Cingapura

DINO
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A etapa regional do projeto F1 realizada hoje, no ginásio do Colégio Galois, em Brasília, agitou os ânimos das torcidas. Seis equipes participaram da seletiva: três do DF (Team Mako, Flame Wolf e The Quarks), uma do Amapá (Fire Glow) e duas de Pernambuco (Falcon Racing e Phoenix), competindo nas categorias Projeto Social, Pit, Melhor Engenharia, Carro Mais Veloz, Apresentação Verbal, Marketing e Mídias Digitais, Identidade da Equipe, Portifólio e Estande e Corrida. As equipes Team Mako, Falcon Racing e Phoenix foram classificadas e seguem para São Paulo, no dia 9 e 10 de abril, para disputar a final nacional. "Ser o piloto do carro é uma responsabilidade muito grande, porque o tempo de reação é um dos fatores determinantes no resultado. É preciso muita concentração na hora que você está lá, focar nas luzes. Mas o trabalho da minha equipe também foi fenomenal. Porque o carrinho se recuperava na pista, mesmo quando eu não largava muito bem. Nós estamos muito animados. Vamos representar bem o Galois e o DF. Que venha São Paulo agora", comemorou João Pedro Carvalho, piloto da escuderia campeã Team Mako, representante do Galois, DF. "Estamos muito empolgados com os resultados dos meninos, as duas equipes tinham carrinhos muito competitivos. O nível de competição da regional para a nacional exige um pouco mais de cuidado, nós temos aí mais ou menos um mês para trabalhar nos ajustes e acredito que teremos uma boa disputa", acrescenta Gabriel Lott, professor de Steam, do Colégio Galois.

F1 nas Escolas é um projeto educacional internacional de empreendedorismo STEM, que trabalha as disciplinas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática, além de design e outras habilidades, realizado pela Fórmula 1. A iniciativa desafia jovens de 12 a 19 anos a criar uma microempresa que funcionará como uma escuderia da principal categoria do automobilismo mundial. Entre as atividades realizadas pelos estudantes estão a modelagem e construção de um protótipo miniatura de carro F1 - movido a CO2 - que pode atingir até 70km/h em uma pista de 20m de comprimento. Além disso, a ideia é que os jovens sejam empreendedores, criando um plano de negócios, prospectando patrocínios e desenvolvendo estratégias de marketing e mídias sociais. "A ideia do nosso projeto é transformar pessoas, dar oportunidade para alunos de todas as classes sociais. Eles vão saber como criar uma empresa e vivenciar tecnologias com as quais eles vão trabalhar. O aluno tem que aprender a aprender, tomar iniciativa, porque isso vai e fundamental para a sua vida profissional no futuro", ressalta Waldemar Battaglia, coordenador do projeto Fórmula 1 nas Escolas no Brasil.

Para Yasmin Amaral, representante da Falcon Racing, segunda colocada na competição, ter duas equipes da mesma escola estadual classificadas é motivo de orgulho para Pernambuco. "Somos da escola pública Escritor José de Alencar. A gente não tinha recurso nenhum, mas nos empenhamos muito. A parte mais complicada foi o carro. A gente chegou aqui com uma única chance e fizemos acontecer", destacou Yasmin. A colega pernambucana Letícia Moreira, líder da Phoenix, equipe formada apenas por meninas, estava exultante com o trabalho desempenhado pelo time. "Somos a única equipe feminina de escola pública do Brasil e a gente queria mesmo causar este impacto. Nós temos a nossa singularidade e queremos trazer isso para a competição. Estar nesse projeto não é fácil e a gente sabe a responsabilidade de estar em uma final nacional. É muito difícil, mas a gente chegou até aqui pela nossa força de vontade. Agora, vamos nos organizar ainda mais e fazer de tudo para ser um sucesso em São Paulo", garantiu ela, que assegurou o terceiro lugar.

O professor de Robótica do Galois, Rodrigo Carvalho, comemorou o sucesso do evento. Segundo ele, por meio do F-1 nas Escolas os estudantes aprendem na prática disciplinas como Física (aerodinâmica e atrito), Matemática (elaboração de orçamento e controle de planilhas), Química (teoria dos gases), Português (produção de conteúdo para o portifólio, site e mídias sociais), Artes (criação de logotipo, marca e material promocional) e Inglês (regras e informações sobre o programa são extraídas da página do F1 in Schools, originalmente na língua inglesa). "Esse projeto abrange várias áreas e desperta o interesse em aprender. Todos esses meninos trabalharam muito para chegar até aqui e é emocionante ver a vibração deles ao superar as etapas. Espero que mais escolas adotem o F-1 nas escolas porque ele está completamente alinhado com as diretrizes estabelecidas pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) elaborada pelo Ministério da Educação. Com essa proposta a gente desenvolve as diversas competências que vão tornar o aluno mais preparado para enfrentar melhor os desafios no futuro", finaliza Rodrigo.
O time campeão da final nacional irá para Cingapura, ainda sem data pré-estabelecida, para competir por um lugar entre os melhores do mundo.



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