23/05/2022 às 21h28min - Atualizada em 23/05/2022 às 20h59min

Atualização dos Regulamentos

Carlos Alberto Goldani - stilohouse.com.br
O regulamento atual em vigor na MotoGP permite que as equipes possam utilizar no máximo sete motores durante a temporada. Este número sobe para nove para os fabricantes que fizerem uso de concessões previstas no regulamento para fornecedores de equipamentos que não tenham obtido resultados na temporada anterior. No inicio de 2022 a Aprilia era o único caso, talvez um novo apareça para suprir a vaga da Suzuki.




 Fabio Quartararo (2º), Peco Bagnaia (vencedor) e Aleix Espargaro (3º) em Jerez 2022

Após o terceiro lugar de Aleix Espargaro. em Jerez, a Aprilia tornou-se a última fábrica que disputa a MotoGP atual a perder suas concessões, sua alocação de motores é reduzida de nove para sete para a temporada.

Este regulamento foi originalmente concebido quando o calendário especificava menos de 20 GPs por ano. Entretanto as pressões dos fabricantes e patrocinadores, aliada ao interesse de localidades em explorar o turismo, que dispõem de infraestrutura apropriada (hotelaria, hospitais, aeroportos) e dotadas de circuitos que atendem as condições de segurança exigidas para possibilitar provas de motociclismo, solicitassem a sua inclusão no mundial. A temporada atual está programada para conter 21 etapas. 

Os projetistas de motores trabalham com o objetivo de cobrir uma vida útil equivalente a 800 milhas, cada evento compreende testes livres, provas de classificação e a prova de aproximadamente 100 milhas. As equipes montam estratégias para que a motorização cubra com eficiência todo o campeonato.

Para atender às pressões comerciais e expandir o mercado da MotoGP em áreas de interesse de fabricantes e patrocinadores, o calendário de 2022 prevê 21 corridas, que excede as especificações que orientaram o projeto dos motores, quilometragem igual ou maior que 800 milhas. Este limite é teórico e pode, em circunstâncias excepcionais ser excedido. Em 2019 a Yamaha teve problemas com um fornecedor externo, o fabricante de um componente de seu motor faliu e não conseguiu honrar o compromisso de continuidade de fornecimento.  Como o motor lacrado antes da prova do Catar (Losail) no início do campeonato contava com aquele componente, o fabricante pôde dispor de um número menor de motores durante a temporada e Franco Morbidelli, que havia perdido um motor no acidente com Johann Zarco no GP da Áustria, venceu o GP de Valência com um propulsor já com mais de 1.600 milhas rodadas. 



Motor da RC213V

No campeonato mundial de MotoGP a Comissão de Grand Prêmio (GPC) é composta por Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade; Paul Duparc, representante da FIM (Federação Internacional de Motociclismo); Hervé Poncharal, da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) e eventualmente, como foi o caso da reunião de 08 de maio deste ano, com a presença de Jorge Viegas, presidente da FIM; Carlos Ezpeleta, também da Dorna; Mike Trimby, da IRTA; e Corrado Cecchinelli, diretor de Tecnologia da MotoGP. Na ocasião, a comissão emitiu uma resolução determinando que as equipes de MotoGP podem ser alocadas com um motor extra a partir da temporada de 2022, e sempre que o calendário prever 20 ou mais eventos. A nova decisão do GPC significa que todas as fábricas agora têm acesso a oito motores para a temporada, acima dos sete anteriores. Qualquer novo fabricante que entrar na MotoGP (e, portanto, elegível para o status de concessão) terá uma alocação de 10 motores a partir de agora.

A atualização dos regulamentos é uma resposta à expansão do calendário do Grande Prêmio nos últimos anos, o que significa que a temporada de 2022 será realizada ao longo de 21 rodadas. Para manter o espirito do regulamento atual, o motor número oito só estará disponível a partir da 19ª etapa.

Uma vez que o regulamento foi atualizado no meio da temporada, pode desencadear uma mudança de estratégia em algumas equipes. Até este ponto, eles estavam trabalhando com a limitação que todas as 21 corridas teriam que ser cobertas por sete motores. Agora, esses sete só têm que fazer as primeiras 19 etapas, o que pode significar que as equipes podem usar estratégias com gerenciamento eletrônico de alimentação de combustível mais agressivas (orientações de mudança de mapeamento transmitidas aos pilotos durante as provas). 
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