29/04/2022 às 14h57min - Atualizada em 29/04/2022 às 14h41min

Inocentado

carlos alberto goldani - stilohouse.com.br
Conta a lenda que em uma visita aos EUA o industrial japonês Akio Morita (Sony Corporation) perguntou a um interlocutor qual seria o produto que melhor representava a América. Como resposta foi apresentado a um advogado. Os norte-americanos acreditam que uma solução sempre pode ser obtida por meios jurídicos (nada a ver com o que acontece atualmente entre os tupiniquins).

Esta crença também é estendida ao esporte motorizado.
 

Prova de motovelocidade em Laguna Seca
 
O juiz do Superior Tribunal do Condado de Monterey, Califórnia, Thomas W. Wills, decidiu a favor do Autódromo de Laguna Seca em uma ação movida por um piloto acidentado na pista.

O proprietário do autódromo de Laguna Seca, o Condado de Monterey, e seu parceiro operacional, a Sports Car Racing Association of Monterey Penninsula (SCRAMP), foram processados por Daniel Kim Jr., de acordo com a publicação Road Racing World.

Kim sofreu ferimentos graves, de acordo com a publicação "quando saiu da pista na curva cinco", e bateu em "um saco ou sacos de areia".

De acordo com um jornal local, Courthouse News, o acidente resultou em fratura de sete ossos do piloto, que estava na época conduzindo uma Ducati 1199 Panigale. Segundo o jornal, em maio de 2016 Daniel Kim Jr. saiu da pista para evitar outro piloto mais lento, e que suas despesas médicas alcançaram a mais de US$ 500.000.

O acidente ocorreu em 14 de março de 2015, com a ação judicial sendo movida por Daniel Kim Jr. em 2016. Na ação judicial o piloto processou a entidade que autorizou a competição, o promotor do evento, o Condado de Monterey e a SCRAMP devido à falta de segurança no circuito.
 

Laguna Seca durante uma competição

Em abril de 2022, o juiz Wills emitiu uma Declaração de Decisão sobre o caso, na qual ele afirma: "O Tribunal considera que não houve negligência grosseira nem ordinária por parte dos réus SCRAMP e Condado de Monterey que possam ter contribuido para o dano do demandante.

O juiz prosseguiu dizendo que o comportamento dos processados não divergiu do que pessoas razoavelmente cuidadosas fariam na mesma situação para evitar danos a outros. Além disso, não houve falha de nenhum dos réus em exercer cuidados razoáveis em relação ao projeto, manutenção, operação ou inspeção da pista ou do seu entorno.

Também foi constatado que não houve problemas financeiros relacionados ao acidente, nem falha irracional em minimizar riscos por parte dos demandados.
 
Carlos Alberto
Abril de 2022

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