28/10/2021 às 10h12min - Atualizada em 28/10/2021 às 09h53min

Grazie Vale

Carlos Alberto Goldani - stilohouse.com.br

Despedida de Valentino Rossi de pistas italianas


Impressionante a festa de despedida de Valentino Rossi em seu último GP na Itália em frente ao seu público. A Dorna homenageou o piloto com o carro de inspeção de pista totalmente amarelo. O hino italiano, Fratelli d'Italia, foi interpretado pela soprano Tania Bussi e perfeitamente sincronizado com a apresentação dos aviões que desenharam a bandeira italiana com fumaça colorida nos céus.  A Avintia de Luca Marini prestou um tributo ao decano dos pilotos com uma carenagem (livery) exclusiva para a ocasião. No resultado final o veterano piloto retribuiu com a 10ª colocação, igualando seu 2º melhor resultado este ano (igual ao obtido em Mugello e inferior ao 8º obtido na Áustria).

 
 
Carro de inspeção do circuito amarelo

 

Carenagem da Avintia de Luca Marini 


 
Soprano Tania Bussi interpreta o hino nacional da Itália

 

Perfeita sincronia com o espetáculo aéreo



Renasce uma estrela
Marc Márquez, embora com um início de temporada pífio, já é o 2º maior vencedor do ano (3 vitórias), atrás apenas do já coroado campeão Fábio Quartararo (5 vitórias). Seus últimos 4 resultados foram um 2º em Aragon, 4º em Misano 1, e venceu em Austin (CotA) e Misano 2, por isso a comemoração mostrando o muque do braço direito foi significativa.  Depois de ausente em toda a temporada de 2020 e início de 2021, com resultados ruins nas primeiras 10 etapas (não participou das duas rodadas iniciais no Catar e Sachsenring foi a exceção que confirma a regra), finalmente o 8 vezes campeão do mundo está dando mostras de voltar à velha forma. As pistas nos circuitos de Aragon e Misano são no sentido horário, com mais curvas para a direita, que exigem maior força física de seu membro ainda não totalmente recuperado. O MM93 no final desta temporada prenuncia que Quartararo e a Yamaha não vão ter vida facilitada em 2022.

 

Marc Márquez cruzando a linha de chegada


O trauma da Ducati

O início pode ser localizado na temporada de 2017. A Ducati havia desenvolvido uma máquina poderosa, extremamente competitiva e inscrito uma dupla de pilotos competentes, Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo. As chances de título, o primeiro depois da era Stoner (único campeão pilotando uma Ducati em 2007), era real. Os resultados de Jorge Lorenzo não corresponderam, o piloto de Maiorca tinha em seu currículo registros de haver reiteradas vezes batido Valentino Rossi nas pistas com um equipamento absolutamente igual, porém a Ducati tinha um conceito diferente de moto, cujo comportamento não era adequado para o estilo metrônomo do espanhol De um modo ou de outro a Ducati conseguiu manter o título em aberto até a última prova. Na temporada nasceu o terror que assombra os boxes da fábrica italiana sempre que suas máquinas vermelhas são seguidas de perto na pista pelas motos amarelo/laranja da Repsol-Honda.

A Ducati conseguiu com Andrea Dovizioso os vice campeonatos de 2017, 2018 & 2019, em diversas oportunidades Dovizioso e Márquez duelaram nas pistas, muitas vezes com a vitória das máquinas vermelhas, porém no final das temporadas a Honda sempre levou a melhor. Este espectro que ronda os boxes da Ducati já apareceu 2 vezes nesta temporada, em Aragon com vitória de Peco Bagnaia e na última prova quando Márquez venceu. O domingo foi particularmente doloroso para a Ducati, depois de seguir muito de perto Bagnaia em toda a prova, Márquez decidiu jogar a toalha, não havia identificado uma única situação onde pudesse ter tentado assumir a liderança. Meia volta depois, Peco foi traído por seu pneu e caiu entregando a vitória. 

O ambiente no box oficial da Ducati só foi mitigado com a ultrapassagem da Avintia-Ducati de Enea Bastianini por Fábio Quartararo na última volta, garantindo uma máquina italiana no pódio. O desespero do gerente de equipe Davide Tardozzi contrastou com a fleugma do administrador geral da Ducati Gigi Dall’Igna, que encerrada a participação da equipe na prova encontrou forças para cumprimentar os componentes da equipe pelo trabalho realizado.


 
Davide Tardozzi lamenta a má sorte de Bagnaia


 
Gigi Dall’Igna cumprimenta a equipe


LineUp 2022 (até nov/2021)

 
Equipe Fabricante Número Piloto Idade Contrato
Repsol-Honda Honda 93 Marc Márquez 28 2024
Repsol-Honda Honda 44 Pol Espargaro 30 2022
Monster-Yamaha Yamaha 21 Franco Morbidelli 26 2023
Monster-Yamaha Yamaha 20 Fábio Quartararo 22 2022
Lenovo-Ducati Ducati 43 Jack Miller 26 2022
Lenovo-Ducati Ducati 63 Francesco Bagnaia 24 2022
Suzuki Suzuki 42 Alex Rins 25 2022
Suzuki Suzuki 36 Joan Mir 24 2022
Aprilia Aprilia 41 Aleix Espargaro 32 2022
Aprilia Aprilia 12 Maverick Vinales 26 2022
Red Bull KTM KTM 88 Miguel Oliveira 26 2022
Red Bull KTM KTM 33 Brad Binder 26 2024
Gresini-Ducati Ducati   Fábio di Giannantonio 23 2022
Gresini-Ducati Ducati 23 Enea Bastianini 23 2022
ComU RNF (6) Yamaha 4 Andrea Dovizioso 35 2022 (1)
ComU RNF (6) Yamaha 40 Darryn Binder 23 2022 (2)
Tech3 KTM KTM 87 Remy Gardner 23 2022
Tech3 KTM KTM 25 Raul Fernandez 21 2022
LCR Honda Honda 73 Alex Márquez 25 2022 (3)
LCR Honda Honda 30 Takaaki Nakagami 29 2022 (4)
Pramac Ducati Ducati 5 Johann Zarco 31 2022 (5)
Pramac Ducati Ducati 89 Jorge Martin 23 2022 (5)
VR46 Ducati Ducati 10 Luca Marini 24  
VR46 Ducati Ducati        
           
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