25/06/2021 às 12h55min - Atualizada em 27/06/2021 às 00h00min

Angra Doce é destino perfeito para pesca esportiva

Turismo de pesca é amplamente divulgado em todo o Brasil

SALA DA NOTÍCIA Assessoria ATUNORPI / Jivago França
Divulgação
A primeira Área Especial de Interesse Turístico (AEIT) do Brasil, denominada Angra Doce, no reservatório da usina hidrelétrica de Chavantes, entre São Paulo e Paraná, é um destino perfeito para a prática de pesca esportiva. Com dezenas de espécies de peixes, a região atrai diariamente pescadores esportivos amadores.

A pesca esportiva no Brasil atrai pescadores de vários locais do mundo devido a uma das maiores biodiversidades e peixes que não existem em nenhuma outra região do planeta. A Angra Doce não poderia ser diferente e é um destino perfeito para quem procura a pesca esportiva como lazer.

Na Área Especial de Interesse Turístico Angra Doce são 400 quilômetros quadrados de extensão e o lago tem mais de 9 bilhões de metros cúbicos de água, formado pelos rios Paranapanema e Itararé. A Lei nº 13.921, que instituiu a AEIT no Norte Pioneiro, foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2019.

O mercado da pesca esportiva movimenta mais de 700 milhões de pessoas e cerca de US$ 200 bilhões de dólares ao ano, de acordo com dados do Banco Mundial. No Brasil este número já ultrapassou R$ 1 bilhão e a região de Angra Doce tem muito potencial para se beneficiar também.

Welington Trautwein Bergamaschi, presidente da ATUNORPI (Associação Turística do Norte Pioneiro do Paraná) destaca a importância do turismo de pesca para a região de Angra Doce. “A represa Xavantes é rica e tem muitas espécies de peixes, além de paisagens cênicas e muitos empreendimentos de hospedagem e gastronomia, como pousadas, hotéis e restaurantes, onde os pescadores podem usufruir de ótimo atendimento”, disse.

Um exemplo de empreendimento na Angra Doce é a Pousada Recanto do Pescador em Carlópolis que oferece aluguel de chalés e conta com rampa de acesso direto na represa Xavantes. O empresário Vanderlei Barbosa, proprietário do empreendimento, conta que iniciou as atividades em meio a pandemia. "Iniciamos em janeiro deste ano e desde então estamos operando com restrições para grupos grandes de pescadores e visitantes para evitar aglomerações".

Segundo o empresário, com o avanço da vacinação já é possível notar uma melhora na procura. "Tenho notado que muitos clientes tem interesse em vir, mas com agendamentos mais para o fim do ano, imaginando o fim da pandemia. Nossos serviços são voltados para o pescador, com instalações simples, mas confortáveis, com tudo que o cliente quer para descansar, fazer seu churrasco e ir para água pescar", descreveu.

Os interessados em frequentar o local devem procurar o empresário pelo whatsapp 43 9937-7757. O empreendimento está localizado há três quilômetros de Carlópolis e conta com churrasqueiras, ar condicionado, geladeira, fogão e wifi entre outras comodidades. Recentemente no começo de junho um pescador esportivo conhecido como Orlandinho fisgou na represa em Angra Doce, um tucunaré azul de 57 centímetros e 3,260 kg. Após os registros, o peixe foi solto para vida e para proporcionar ainda mais esportividade na pesca.

Segundo o biólogo e apresentador do programa Biopesca, da FishTV, Lawrence Ikeda, a pesca esportiva é um segmento novo no País, com pouco mais de 30 anos, período em que se desenvolveu o processo de conscientização dos praticantes, passando da ideia de levar o peixe ao pensamento de preservar o ecossistema. "Se a gente não tem peixe, não tem turismo e não tem nada e não garante o futuro das próximas gerações”, destacou o biólogo durante evento no Mato Grosso do Sul em 2019.

Estima-se que o Brasil tenha 6 milhões de praticantes da pesca esportiva, sendo apenas 500 mil regulamentado com licenças. Esta diferença ainda é prejudicial, seja pela questão estatística, tanto para recursos de preservação. “Essas licenças são importantes para estatística, para sabermos o número de praticantes. Além disso, o recurso destas licenças servem para investir em ações de conservação, pesquisa, fiscalização”, destaca Lawrence.

A área de Angra Doce que abrange os municípios de Ribeirão Claro, Carlópolis, Siqueira Campos, Jacarezinho e Salto do Itararé, no estado do Paraná; e os municípios de Chavantes, Ourinhos, Canitar, Ipaussu, Timburi, Piraju, Fartura, Bernardino de Campos, Itaporanga e Barão de Antonina, no estado de São Paulo é um local propício para a prática da pesca esportiva.

ATUNORPI- Associação Turística do Norte do Paraná é uma entidade civil, caracterizada como associação de natureza turística, cultural e ambiental e foi fundada em 19 de agosto de 2015. Ela é uma Instância de Governança Regional, responsável pela Região Turística do Norte Pioneiro. Atualmente a região do Norte Pioneiro é integrada por 16 municípios que estão inseridos no Mapa do Turismo Nacional do Ministério do Turismo: Andirá, Bandeirantes, Cambará, Carlópolis, Cornélio Procópio, Ibaiti, Itambaracá, Jacarezinho, Joaquim Távora, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Santa Mariana, Santo Antônio da Platina, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz.
 

Angra Doce é um destino perfeito para a prática de pesca esportiva (Arnaldo Alves/ANPr)

Angra Doce é um destino perfeito para a prática de pesca esportiva (Arnaldo Alves/ANPr)

Angra Doce é um destino perfeito para a prática de pesca esportiva (Arnaldo Alves/ANPr)


Pousada Recanto do Pescador em Carlópolis que oferece aluguel de chalés e conta com rampa de acesso direto na represa Xavantes (Divulgação)

Pousada Recanto do Pescador em Carlópolis que oferece aluguel de chalés e conta com rampa de acesso direto na represa Xavantes (Divulgação)


Pousada Recanto do Pescador em Carlópolis que oferece aluguel de chalés e conta com rampa de acesso direto na represa Xavantes (Divulgação)
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