14/06/2021 às 13h53min - Atualizada em 14/06/2021 às 17h25min

Operador de empilhadeira: função, importância e formas de capacitação

Saiba tudo sobre como é a profissão de um operador de empilhadeira

SALA DA NOTÍCIA Victor Augusto de Alencar
Freepik

Se existe um profissional de extrema importância para o setor industrial como um todo é o operador de empilhadeira, também chamado de empilhadeirista. Mas infelizmente, ainda tem muita gente que ignora o básico sobre esse universo.

Todo mundo sabe, mais ou menos, que os caminhoneiros são essenciais na cadeia de transporte de todas as empresas do mundo, e que sem eles os produtos que compramos no supermercado, ou recebemos em casa, não chegariam até nós, certo?

De fato, não é preciso trabalhar na área de empresas de transportes de cargas em SP, ou em qualquer outra região do país, para reconhecer isso. Pois saiba que o operador de empilhadeira faz parte intrínseca desse processo todo.

O que ele faz é armazenar, movimentar e transportar as cargas dentro da empresa. No caso da chegada de matérias-primas, por exemplo, é ele quem as recebe. Já no caso de despacho de itens, é ele quem leva os produtos finalizados até os caminhoneiros.

Justamente por isso, também seria um erro pensar que se trata de uma função que a pessoa pode aprender no improviso, ou “vendo outro fazer”. Na verdade, é preciso ter uma formação técnica específica, um curso de qualificação profissional.

Esse preparo ocorre em instituições de ensino que vão muito além de conceitos como diferenciar os tipos de equipamentos (como a empilhadeira diesel ou a movida a gasolina). Até porque, é preciso também praticar durante várias horas.

Além do mais, tal como em qualquer outro ofício, aquele profissional que se destacar poderá conseguir melhores oportunidades de trabalho, além de com o tempo poder se destacar em sua função, acumulando também outras responsabilidades.

Realmente, na dinâmica atual da logística não é incomum as melhores empilhadeiras substituírem outros equipamentos e maquinários. Um exemplo são as pontes rolantes, ou mesmo as talhas industriais, manipuladas por controle remoto.

Por isso decidimos escrever este artigo, trazendo aqui os conceitos principais sobre este assunto, além de conselhos práticos sobre como uma pessoa pode se capacitar para exercer essa profissão, segundo todos os cursos da área.

O mais bacana é que essa formação pode ser continuada e melhorada no decorrer do tempo, portanto é sempre útil ler sobre o assunto. Prova disso é a existência do curso de reciclagem para operador de empilhadeira, entre outros que veremos.

Então, se você quer entender melhor como o universo dos empilhadeiristas funciona e até onde um profissional dessa área pode chegar no mercado de trabalho, basta seguir adiante na leitura.

Qual é a função dessa área?

Se tem um setor que cresce em nosso país é o da indústria como um todo.

Segundo dados recentes do próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o máximo que o setor chegou a encolher recentemente foi 27%, porém no mesmo período voltou a crescer e atingiu 40,7% de recuperação.

Com isso estamos falando de mais de R$ 350 bilhões que são movimentados anualmente. Como já referido, o operador de empilhadeira está no coração desse setor, movimentando matérias-primas, produtos finalizados e afins.

Agora imagine uma empresa de armazenagem de equipamentos pesados, como não é o transporte interno e externo de volumes e cargas, concorda? Quando o assunto são as pequenas distâncias interiores, a incumbência é do empilhadeirista.

Assim, o seu universo oscila nos seguintes setores:

  • Logística e transporte;
  • Armazenagem e estoque;
  • Depósito e expedição;
  • Almoxarifado e produção.

Lembrando que o trabalho não se resume a dirigir ou pilotar a empilhadeira, mas sim fazer toda essa dinâmica funcionar. Para isso, a função exige a capacidade de estudar o espaço de trabalho e mapeá-lo estrategicamente.

Além disso, ter o controle sobre os materiais vai além de movimentá-los para lá e para cá, pois é preciso interpretar cenários, rótulos e muito mais, como ficará claro abaixo.

Sobre os três tipos de cargas

Antes ou durante a formação de empilhadeirista é preciso que o profissional defina se ele tem mais inclinação para algum dos tipos de movimentação de cargas.

Isso ocorre pois, no fundo, cada carga industrial tem uma natureza diferente, como sobre ser um produto finalizado ou uma matéria-prima. Isso exige cuidados especiais e operações diferentes.

Se alguns pneus, canos e tubos podem ser transportados sem embalagem, a mesma coisa não ocorre com as cargas que precisam circular em caixas, fardos ou sacos.

Também existe a operação mista, que lida com os dois tipos. Por exemplo, uma empresa de usinagem, que movimenta uma caldeira conforme o primeiro caso, e um produto químico conforme o segundo.

Por fim, há também as cargas especiais e os produtos perigosos, como os inflamáveis e os que oferecem risco de envenenamento. Tudo isso pede sinalizações técnicas que o profissional precisa ler e interpretar, além de cuidados higiênicos.

Depois dos tipos de carga em si, temos também os tipos de operação. Eles envolvem as cargas embaladas que mencionamos, mas também as cargas operadas sobre pallets e as de containers, que também têm suas peculiaridades e cuidados.

Por dentro da capacitação

O ponto mais importante da capacitação não tem a ver com a concorrência no mercado de trabalho e com as melhores oportunidades de emprego, embora isso também seja interessante.

O ponto fundamental é que no desempenho da atividade o operador de empilhadeira está exposto a riscos. Eles vão desde tombamento de carga, colisão entre equipamentos ou com partes fixas do pátio, até atropelamento.

Isso sem mencionar a exposição a eventuais produtos químicos, como vimos. Só depois de garantir essa parte de treinamento segurança do trabalho é que se deve discutir o talento da pessoa, como o de saber lidar com a fragilidade de certos produtos.

Certamente, carregar tijolos pode parecer fácil, mas se um lote inteiro for maltratado e acabar quebrando, o responsável não vai gostar nada disso, não é mesmo?

Para evitar todas essas possibilidades, a carga horária da capacitação de empilhadeirista fica entre 20 e 40 horas, a depender da instituição. Outras exigências incluem:

  • Ser maior de 18 anos de idade;
  • Gostar de indústrias e máquinas;
  • Ser cauteloso e atencioso;
  • Ter boa visão e concentração;
  • Gostar de aprender coisas novas.

Além, é claro, de já ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), no mínimo com a categoria B, que permite operar veículos de quatro rodas com no máximo 3,5 toneladas, o que se refere ao peso bruto total.

Isso também deixa claro que os princípios automobilísticos de uma empilhadeira não são tão diferentes dos princípios de um automóvel. Porém, o manejo diário, as especificidades técnicas e as exigências industriais é que tornam o ofício desafiador.

Afinal, onde fazer os cursos?

É claro que existem instituições espalhadas pelo Brasil todo, que podem ser desconhecidas em uma região, mas servem como verdadeira referência em suas localidades.

Ainda assim, há também escolas que já têm um alcance maior e são referência em todo o Brasil, como é o caso do SEST/SENAT, que abrange o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte.

Inclusive, há empresas que, já tendo em sua folha de pagamento e na operação alguém que queira aprender a lidar com empilhadeiras, simplesmente recorrem a essa instituição como modo de formar seu próprio colaborador.

Aqui a carga horária é a máxima: 40 horas, e o curso ficou conhecido por ser eminentemente prático e ainda ter provas que exigem comprovação do aprendizado.

Outro exemplo é o próprio SENAI, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, também já espalhado pelo nosso país. Ou seja, se você busca curso de capacitação SP, ou em RJ, ou na BA ou em qualquer outra região, pode encontrar nessa instituição.

Esse curso ficou conhecido por reforçar, além do básico, as normas de saúde e de segurança, a prevenção do meio ambiente e as questões trabalhistas.

O que dizem as NRs 11 e 12

As Normas Regulamentadoras de número 11 e 12 são relativas ao treinamento e operação dos empilhadeiristas, portanto são fundamentais para quem vai atuar na área.

Vimos que alguns cursos de excelência dispõem desse tipo de formação teórica, porém é sempre bom reforçá-las e, caso o seu curso não tenha frisado, fique atento.

De fato, se um garfo para empilhadeira se quebra e faz a embalagem de um produto químico romper e vazar, qual deve ser o procedimento a ser tomado?

É claro que é preciso ter autocontrole e perícia nesse momento, mas sem conhecer as normas de segurança não adiantaria de nada manter a calma.

Daí a importância de conhecer as NRs 11 e 12, que são voltadas especialmente para esse segmento. Elas estipulam detalhes do dia a dia, como a necessidade de verificar o maquinário antes de iniciar a operação, e a obrigatoriedade do uso de manuais.

Também assim, afirmam que sempre que houver uma mudança na operação ou no tipo de carga carregada, o empilhadeirista deve passar por reciclagem e, se necessário, novos treinamentos.

Conclusão

Tudo o que dissemos acima deixa bastante claro como o operador de empilhadeira tem uma função essencial no ramo da indústria. Além da sua importância, vimos também como se dão as formas de capacitação.

Lembrando que isso inclui não apenas os diferenciais para se colocar no mercado de trabalho, mas também a questão da segurança, que é extremamente importante. Com as dicas que demos, vai ficar mais fácil se orientar nesse universo incrível.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »