02/06/2021 às 13h14min - Atualizada em 02/06/2021 às 14h20min

Evolução da demanda por crédito e vendas de cotas de consórcio desmistificam a crença de concorrência entre ambos

Na comparação semestral, as variações do “Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito”, divulgado pela Serasa Experian, a partir de dezembro de 2010 até dezembro de 2020, em relação às variações de “Vendas de Cotas de Consórcio”, divulgadas pela ABAC, nos mesmos períodos, observa-se que há momentos em que a demanda por um mecanismo cresce e o outro também. Por outro lado, quando um apresenta retração, o outro acompanha e também se reduz.

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Com uma população de 215 milhões de habitantes, o Brasil possui um grande mercado consumidor. Considerando dados do IBGE, desse total, 94,4 milhões são pessoas que trabalham formal e informalmente.

Da população ativa, 54,9 milhões são trabalhadores com carteira assinada, sendo 31,7 milhões do sexo masculino e 23,2 do sexo feminino. Já os informais somam 39,5 milhões, sendo 22,5 milhões do sexo masculino e 17 milhões do sexo feminino.

Na segmentação dos ocupados por faixa etária, observa-se que 14 milhões de trabalhadores têm de 16 a 24 anos; 35,7 milhões, de 25 a 39 anos; 21,4 milhões, de 40 a 49 anos; e 23,3 milhões, de 50 anos ou mais.

"Dá para imaginar a diversidade de expectativas, sonhos e necessidades que um mercado tão grande e variado tem", diz Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. "Consumidores que, em diferentes momentos de suas vidas, demandam soluções específicas que atendam seus objetivos. Há os que desejam bens e serviços de imediato, enquanto há aqueles que querem uma opção mais acessível e com menor custo, além de outros que são planejadores e consumistas", complementa.

Quando o consumidor não tem possibilidade de comprar à vista, o mercado disponibiliza um leque de alternativas objetivando atender a todos. Há muito se discute ou se compara duas escolhas de compra. A primeira por crédito ou empréstimo, utilizando as várias linhas de financiamentos, ou, uma segunda, via consórcio, com suas características e peculiaridades exclusivas.

"O que pretendemos mostrar aqui é que, mediante a análise dos dados totalizados nos últimos onze anos, há inexistência de uma correlação, isto é, uma não exclui a outra e nem está relacionada com a outra", esclarece Barbagallo.

Na comparação semestral, as variações do "Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito", divulgado pela Serasa Experian, a partir de dezembro de 2010 até dezembro de 2020, em relação às variações de "Vendas de Cotas de Consórcio", divulgadas pela ABAC, nos mesmos períodos, observa-se que há momentos em que a demanda por um mecanismo cresce e o outro também. Por outro lado, quando um apresenta retração, o outro acompanha e também se reduz.

"A magnitude varia, porém o movimento é o mesmo", reafirma Barbagallo. "Todavia, em algumas ocasiões há oscilações contrárias, mesmo assim isso não indica uma correlação negativa entre ambos", conclui o economista.

Depreende-se que as variações para cima ou para baixo na procura do financiamento ou do consórcio, nos mesmos períodos, evidenciam que, o que influencia na escolha por um ou por outro são fatores comuns em qualquer análise econômica, como, por exemplo, renda, recessão, crescimento ou retração no nível de emprego, fatores mercadológicos, entre outros.

"Cada ferramenta de crédito, financiamento ou autofinanciamento, é adequada à necessidade individual do consumidor, relativa a um perfil específico", diz Barbagallo. "Como dito inicialmente, a diversidade de expectativas, sonhos e necessidades é que irá determinar a definição de cada um", finaliza.



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