01/06/2021 às 13h19min - Atualizada em 01/06/2021 às 15h20min

Consórcios voltam a bater recorde nos negócios ao crescerem 59,4% e alcançarem R$ 64,46 bilhões, no primeiro quadrimestre dos últimos dez anos

Novas cotas comercializadas ultrapassam um milhão de adesões e participantes ativos quebram recorde histórico ao atingirem 7,95 milhões

DINO
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No fechamento dos quatro primeiros meses deste ano, o sistema de consórcios registrou novo recorde no total de negócios realizados com crescimento de 59,4% sobre o do ano passado. O volume atingiu R$ 64,46 bilhões, correspondente aos créditos comercializados, anotando evolução sobre os R$ 40,43 bilhões anteriores. O aumento da procura pela modalidade, considerando o avanço de 20,3% no tíquete médio mensal, resultou nestas marcas inéditas.

Em todos os segmentos, nos quais o mecanismo está presente, houve alta nas somas de consorciados: veículos leves, motocicletas, imóveis, e veículos pesados, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis. Como consequência, foi registrada também elevação, ao saltarem de 7,34 milhões de abril do ano passado para 7,95 milhões do mesmo mês deste ano, crescendo 8,3%, quebrando recorde histórico dos consórcios.

As adesões, acumuladas de janeiro a abril, somaram 1,05 milhão de consorciados ao avançarem 24,2% sobre as 845,55 mil do mesmo período do ano passado.

Enquanto as contemplações acumuladas no período totalizaram 421,79 mil (jan.-abr./2021), 9,5% menores que as 466,09 mil (jan.-abr./2020), os correspondentes créditos concedidos ampliaram-se em 1,3% sobre R$ 19,30 bilhões de 2020, chegando aos R$ 19,55 bilhões, neste ano.

Para o presidente executivo da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, "as turbulências vividas, em razão da pandemia, estão sendo gradativamente superadas pelas administradoras com a implementação de mudanças, diante das necessidades observadas junto aos consumidores. Os focos têm sido a forma de atendimento, a informação precisa e objetiva, e a transparência, aspectos que valorizam as características e vantagens dos consórcios, estimulando, por consequência, adesões conscientes e ampliação do número de participantes".

As 1,05 milhão de adesões quadrimestrais resultaram dos acumulados setoriais, originárias das 463,15 mil novas cotas de veículos leves; 350,60 mil de motocicletas; 150,74 mil de imóveis; 39,27 mil de veículos pesados, 24,76 mil de serviços; e 19,53 mil de eletroeletrônicos. A média mensal de 262,01 mil, verificada no período, esteve acima da registrada no ano passado, quando atingiu 211,39 mil vendas.

Os volumes anotados nos primeiros quatro meses dos últimos dez anos apontaram que o de 2021, com 1,05 milhão de novas cotas comercializadas, classificou-o como o melhor da década, apesar da pandemia.

Na relação da somatória das contemplações dos quadrimestres, durante a década, notou-se que o recorde ficou em 2015, com 487,70 mil, houve também acumulados próximos ou acima dos 400 mil/ano, com créditos potencialmente injetados nos diversos elos da cadeia produtiva brasileira.

O acumulado de 421,79 mil consorciados contemplados, de janeiro a abril, teve origem nas 184,39 mil de motocicletas; 173,19 mil de veículos leves; 27,99 mil de imóveis; 14,60 mil de veículos pesados; 13,48 mil de serviços; e 8,15 mil de eletroeletrônicos. A média mensal chegou a 105,45 mil, um pouco abaixo da alcançada no ano passado com 116,52 mil contemplações.

O tíquete médio de abril atingiu R$ 64,41 mil, 20,3% acima dos R$ 53,53 mil do mesmo mês do ano passado, influenciando diretamente no recorde dos negócios realizados, junto com o acumulado de adesões. Na comparação com o do mês de março/21, R$ 60,13, ficou 7,1% maior. Em relação ao primeiro mês deste ano, R$ 57,28 (jan./21), ficou 12,4% superior.

Em abril, o sistema de consórcios somou 7,95 milhões de participantes ativos, recorde histórico, acima da marca de março, quando esteve em 7,93 milhões. Em contrapartida, ficou maior em 8,3% sobre o de abril de 2020, quando atingiu 7,34 milhões de consorciados ativos.

Mesmo com as turbulências causadas pela pandemia, o sistema de consórcios ampliou sua presença no mercado financeiro e econômico, ratificada pelas mais de um milhão de adesões registradas.

"Vivendo momento altamente positivo, o sistema de consórcios tem sido procurado por consumidores que, conhecendo a essência da educação financeira, planejam seus investimentos pessoais, familiares, empresariais, visando adquirir bens ou contratar serviços por meio da forma mais simples e econômica disponível no mercado", afirma Rossi.

"Observa-se comportamento cada vez mais consciente dos consorciados, ao gerir bem suas finanças pessoais, assumir compromissos dentro dos limites de seus orçamentos, e evitar as chamadas compras por impulso. Enfim, aproveitar as peculiaridades da modalidade como a inexistência de cobrança de juros, custos finais menores apoiados na baixa taxa mensal de administração, prazos de pagamentos mais longos com consequentes parcelas mensais menores e acessíveis, com destaque para a preservação do poder de compra, quando da contemplação. O resultado é o avanço do total de consorciados ativos, cujo volume voltou a bater o recorde histórico, em abril", complementa.

Números do sistema de consórcios
Estimativas segundo a assessoria econômica da ABAC

Resumo geral e setorial das vendas de novas cotas

De janeiro a abril de 2021, o sistema de consórcios apresentou desempenhos recordes nas vendas de novas cotas e nos negócios realizados, além da alta no tíquete médio mensal. Destaque-se o recorde de 7,95 milhões de participantes ativos.

Quatro dos seis indicadores que mostram as performances da modalidade nos diversos segmentos, onde está presente, avançaram nos acumulados das adesões: imóveis, com 55,4%; motocicletas, com 27,1%; veículos leves, com 26,3%, e veículos pesados, com 22,5%. Os dois que se retraíram foram serviços, com -46,4%, e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com -29,7%.



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