05/04/2021 às 10h21min - Atualizada em 05/04/2021 às 11h20min

Adesões com tíquete médio maior provocam crescimento acima de 30% nos negócios dos consórcios, no primeiro bimestre de 2021

Sistema volta a quebrar recorde de consorciados ativos ao atingir 7,92 milhões em fevereiro

DINO
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O cenário do primeiro bimestre deste ano retrata a força que o Sistema de Consórcios tem junto ao consumidor ou investidor. Ao apresentar aumento no valor mensal do tíquete médio de fevereiro, em relação aos de dezembro e janeiro últimos, e manter estabilidade no volume de vendas de novas cotas, comparado ao de janeiro passado, os negócios consorciais anotaram crescimento de 33,4% sobre o mesmo período de 2020.

No resultado obtido, os indicadores do mecanismo avançaram 13,1% no total de participantes ativos, que atingiram 7,92 milhões, novo recorde histórico, sobre os 7 milhões do ano anterior. Com a manutenção do acumulado bimestral de adesões, houve alta nos setores de veículos leves, motocicletas, imóveis e serviços contra as retrações em veículos pesados e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, "apesar de já estarmos vivenciando picos dos efeitos da pandemia da Covid-19, conseguimos sensibilizar os que têm pretendido adquirir bens ou contratar serviços disponibilizando o consórcio como alternativa".

Em razão das peculiaridades do sistema, muitos interessados têm optado por essa modalidade pela inexistência de cobrança de juros, taxa de administração diminuta, prazos de pagamentos mais longos com consequentes parcelas menores e acessíveis aos orçamentos mensais, familiares e até empresariais.

Nos meses de janeiro e fevereiro, a somatória das vendas atingiu 525,33 mil novas cotas, estável em relação às 530,11 mil do mesmo período do ano passado. Paralelamente, os negócios alcançaram R$ 31,93 bilhões, nos dois meses, 33,4% superiores aos R$ 23,93 bilhões observados no ano anterior, antes do começo da pandemia.

Sem perder o ritmo de 2020 e considerando a consciência da gestão das finanças pessoais, houve melhoria nos acumulados de contemplações que, apesar da redução de 2,3%, somou 216,52 mil (jan.-fev./2021) versus os 221,71 mil (jan.-fev./2020) anteriores. Estes totais movimentaram R$ 10,27 bilhões, em 2021, 15,8% acima dos R$ 8,87 bilhões, em 2020.

Os dados contabilizados nos dois primeiros meses dos últimos dez anos mostraram o primeiro bimestre de 2021 com 525,33 mil novas cotas vendidas, classificando-o como o segundo melhor da década. O recorde ficou para o volume do ano passado com 530,11 mil adesões, antes da pandemia.

As 525,33 mil adesões foram resultados dos acumulados das 229,51 mil novas cotas de veículos leves; 175,80 mil de motocicletas; 81,61 mil de imóveis; 15,92 mil de veículos pesados, 13,65 mil de serviços; e 8,84 mil de eletroeletrônicos. A média mensal verificada nos dois primeiros meses, 262,67 mil, esteve acima da apresentada ano passado, que chegou a 251,69 mil vendas.

Na análise comparativa entre as somas atingidas nas contemplações dos bimestres, durante a década, observou-se que o recorde ficou em 2015, com 230,70 mil. Houve, ao longo dos dez anos, volumes próximos ou acima dos 200 mil/ano, com créditos potencialmente injetados nos diversos elos da cadeia produtiva brasileira.

O acumulado de 216,52 mil contemplações de janeiro e fevereiro originou-se das 98,80 mil cotas de veículos leves; 83,66 mil de motocicletas; 14,75 mil de imóveis; 7,76 mil de veículos pesados; 7,40 mil de serviços; e 4,15 mil de eletroeletrônicos. A média mensal deste ano chegou a 108,26 mil, superando a alcançada no ano passado de 100,66 mil contemplações.

Com aumento de 37,4%, o tíquete médio de fevereiro pontuou em R$ 64,11 mil, acima dos R$ 46,67 mil do mesmo mês de 2020. Além de ficar acima da média obtida no ano passado, de R$ 54,18 mil, cresceu 21,1%, na comparação com o mês de dezembro/20, e 11,9% sobre o de janeiro/21, com valores de R$ 52,93 mil e R$ 57,28 mil, respectivamente.

O sistema de consórcios, depois de quebrar recorde histórico de participantes ativos em dezembro de 2020 com 7,83 milhões, voltou a registrar a maior marca em fevereiro, cravando 7,92 milhões com avanço de 1,1%. Ficou também 13,1% sobre fevereiro de 2020, quando chegou a 7 milhões de consorciados ativos.

Perspectivas para 2021, ainda com pandemia

O recrudescimento da pandemia dificulta a previsão do que pode vir a acontecer com os negócios em geral, em especial com o sistema de consórcios. No ano passado, em situação semelhante, houve adaptações do dia a dia e a modalidade se reinventou, superou e cresceu. Para este princípio de 2021, a expectativa se renova.

Paralisações temporárias, lockdown e restrições em geral sem dúvida influenciam nas perspectivas das pessoas e empresas. Neste contexto, entende-se que o consórcio se identifica com o comportamento planejador do consumidor, que evita as compras por impulso.

"Ao evitar o imediatismo de consumo ou assumir novos endividamentos, identificamos um consumidor com posturas comprometidas com a boa gestão das finanças pessoais", diz Rossi. "Desta forma, completados dois meses, acreditamos na manutenção do ritmo de negócios, iniciado no ano passado e mantido após a virada do ano", complementa.

Em 2022, o consórcio completa 60 anos de história de realizações de sonhos e objetivos de milhões de brasileiros, fatos que por si colocam a modalidade, genuinamente nacional, como uma das mais procuradas pelos que gerem seus negócios com equilíbrio, só assumindo compromissos que caibam nos orçamentos mensais.



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