22/12/2020 às 16h39min - Atualizada em 22/12/2020 às 16h42min

Análise microeconômica mostra como o Sistema de Consórcios contribui para a estabilidade dos preços

Ao levar em conta o planejamento como sua principal característica, a análise expôs a inexistência de influência da modalidade nos preços de bens e serviços

DINO
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Análises realizadas pela assessoria econômica da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) mostram que o Sistema de Consórcios, além de proporcionar a viabilização de sonhos e investimentos de forma planejada, não exerce pressão sobre os preços dos bens e serviços na economia.

Historicamente, o segmento tem sido alvo de medidas governamentais que, no tempo dos planos econômicos, interferiram nas regras do mecanismo com objetivo de conter a demanda.

Na análise microeconômica, considerando a teoria dos preços e a interação entre consumidores e empresas com relação aos preços dos produtos e serviços - a famosa "Lei da oferta e da demanda" -, observa-se que demanda é desejo e não consumo e o ser humano está disposto a comprar sempre avaliando níveis de preços. Demanda é resultado de várias combinações entre preços e quantidades demandadas. Quando falamos apenas em uma "quantidade demandada" significa que se refere a um determinado preço.

"A consequência é a conhecida relação de que quando o preço de um produto sobe, sua quantidade demandada cai", explica Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC. "E quando ocorre o inverso, ou seja, o preço cai, a quantidade demandada aumenta", completa.

Ao caracterizar essa lei sob a condição "ceteris paribus", ou, "tudo o mais permanece constante", Barbagallo esclarece que "fatores como renda, produtos substitutos, entre outros, que também influenciam na demanda, não são considerados sob esta circunstância, onde apenas o preço exerce influência no desejo do consumidor".

Quando detalhadas as variações nas quantidades demandadas e seu deslocamento, a teoria econômica mostra que, mesmo que o preço não se altere, outros fatores podem aumentá-las ou diminuí-las, provocando o chamado "deslocamento da curva de demanda".

"Diversos são os fatores que podem provocar esses deslocamentos", adianta Barbagallo, "como por exemplo, aumento ou redução na renda dos consumidores, alteração no preço dos produtos substitutos e/ou expectativas futuras, mudanças nos hábitos, gostos dos consumidores, entre outros".

Em momentos como os atuais, quando se fala em fortes aumentos de preços em várias atividades econômicas, a análise da assessoria econômica da ABAC apontou ainda um contraponto que, em períodos de aumento de renda ou de crédito farto, o desejo de consumo se amplia, provocando um novo patamar de demanda, ocasionado não apenas por redução nos preços, mas pela melhora de outras variáveis econômicas, ou seja, com crédito e renda ampliados e preços estacionados, fica mais barato para o consumidor realizar seus objetivos.

Buscou-se demonstrar ainda que, quando há deslocamentos ocasionados, por exemplo, pelo aumento da renda ou crédito farto, o ponto de equilíbrio no mercado se altera para um patamar de preços mais elevados. "A resultante dessa situação", segue o economista Barbagallo, "é que, o aumento da procura de forma abrupta, não acompanhado na mesma rapidez pela oferta gerada pelas empresas, ocasiona aumento de preços e consequente alta da inflação".

Focada no Sistema de Consórcios, levando em conta o planejamento como sua principal característica, a análise expôs a inexistência de sua influência no impacto nos preços, visto que a efetivação da compra só acontece após a liberação paulatina dos créditos, por lance ou sorteio. "Na prática, o Sistema de Consórcios, funciona como um verdadeiro programador de produção para as empresas", sintetiza o economista da ABAC.

"Se é bom para a economia, pois o crescimento se dá de forma sustentável e programada", esclarece Barbagallo, "é bom também para o consumidor, que tem no consórcio uma forma de se planejar economicamente evitando o risco de inadimplência, geralmente ocasionado pelas compras por impulso", completa.

No final, a análise desenvolvida pela assessoria econômica da ABAC, sinaliza que dentre as causas desse "gap" entre demanda e oferta é possível considerar o tempo de realização de investimentos necessários para ampliar a produção de quantidades maiores. Importante destacar que, em determinados segmentos e em alguns períodos da economia, há capacidade ociosa, circunstância que permite respostas mais rápidas.

"Contudo, o objetivo foi mostrar que em diversos momentos, em que as condições econômicas são propícias à elevação de preços pelos diversos motivos apresentados, o Sistema de Consórcios jamais poderá ser colocado como um vilão na luta contra a inflação, pois o mecanismo exerce um papel exatamente contrário a isso", finaliza Barbagallo.

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